Startups x Empresas tradicionais: o que muda de uma pra outra?

Startups x Empresas tradicionais: o que muda de uma pra outra?

De alguns anos pra cá muito ouvimos falar nas chamadas startups, empresas jovens que vieram para renovar o mercado e a maneira de se trabalhar. O crescimento desse tipo de negócio foi tanto nos últimos tempos que, segundo uma pesquisa realizada Dell Technologies, 78% das empresas tradicionais enxergam as startups como uma ameaça às suas respectivas organizações.

Essa preocupação é causada não só pelo nicho de mercado que as startups vêm ganhando, mas também por atraírem muitos talentos que antes preferiam as grandes multinacionais.

Mas você sabe o porquê dessa preferência e qual a principal diferença entre esses dois modelos de negócio? É justamente sobre isso que vamos tratar neste artigo. Continue a sua leitura e tire todas as dúvidas sobre o assunto!

O surgimento e crescimento das startups

O termo startup é usado para se referir a empresas recentes, que estão no início de sua atuação no mercado, mas possuem grande potencial de crescimento por apostarem na oportunidade de atividades inovadoras.

As primeiras startups surgiram na década de 1990, mais especificamente no Vale do Silício (Carolina do Norte – USA), fruto da ideia de empreendedores que buscavam financiamento para seus projetos que prometiam alta lucratividade. A maioria desses negócios eram considerados inovadores e voltados para a área da tecnologia.

Já no Brasil, o termo começou a ficar mais popular a partir de 2010 e, seguindo a tendência norte-americana, grande parte dessas empresas também eram – e ainda são – criadas por jovens empreendedores da área de tecnologia.

Para ser considerada uma startup é preciso apresentar algumas características, como:

  • Ser um negócio repetível e escalável: além de poder ser replicável e oferecido de maneira ilimitada, o negócio de uma startup precisa ser escalável. Ou seja, apresentar um poder de crescimento rápido que não interfira nos custos da empresa (o crescimento das receitas é bem mais acelerado do que o dos custos);
  • Ser uma atividade inovadora e arriscada: a grande maioria das startups busca atuar em ramos inovadores e que revolucionam o segmento já existente. Esse é um dos principais fatores para desencadear o crescimento rápido e muito lucrativo. Alguns exemplos disso são o Nubank, a Uber e a Netflix;
  • Buscar por investidores: até que a startup se torne uma empresa sustentável, a participação de investidores é de extrema importância para a sua sobrevivência e consolidação no mercado. Nesse momento, tendem a aparecer os aportes de investidores e até mesmo os chamados investidores-anjo (pessoa física que acredita no potencial do negócio e aplica nele o seu dinheiro).

Startups x Empresas tradicionais: quais as principais diferenças?

Além dos três pontos característicos que citamos no tópico anterior, existem mais algumas diferenças quando falamos das startups e das empresas tradicionais. Entenda mais sobre cada uma delas:

Modelo e estrutura de negócio

A principal diferença entre esses dois tipos de empresa é, de fato, o modelo de negócio adotado por cada uma delas.

Por um lado, as empresas tradicionais voltam suas operações para os processos já existentes e têm como principal objetivo o retorno sobre o valor investido e o destaque perante a concorrência. O planejamento a longo prazo é mais definido, o que pode resultar em uma dificuldade para de adaptar às mudanças e um crescimento mais lento. Além disso, existe mais hierarquia profissional e funções bem definidas.

Já no caso das startups, por envolverem certo risco, o modelo de negócio é mais inovador e tanto os empreendedores quanto o resto da equipe são preparados para lidar com problemas, soluções rápidas e novas necessidades que vão surgindo todos os dias.

Time como fator decisivo para o crescimento da empresa

Não só os empresários, como também cada pessoa do time é importante para ditar o rumo da startup. Proatividade e a habilidade de colocar em prática as suas ideias são elementos muito mais valorizados do que diploma ou formação universitária.

Já as empresas tradicionais são focadas em modelos de trabalho prontos, nos quais o profissional deve se adequar aos treinamentos e às funções que são impostos a ele.

Ambiente organizacional

Como o foco está no crescimento e na importância que cada pessoa tem para a equipe, o ambiente das startups tende a ser mais descontraído, além de promover a autonomia e a liberdade dos colaboradores.

Por outro lado, as empresas tradicionais geralmente são mais moldadas nesse ponto, com regras e um ambiente organizacional mais hierárquico.

Mas afinal, o que as empresas tradicionais podem aprender com as startups?

Levando em consideração todo esse “boom” das startups, acho que alguma coisa podemos aprender com elas, não é mesmo? Mas como esses dois modelos de negócio, que a princípio parecem tão diferentes, podem caminhar juntos?

A resposta para essas perguntas pode estar em uma coisa chamada de Cultura de Inovação. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e confira nosso artigo! 🙂



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