Inteligência em Recursos Humanos

Inteligência, VUCA, Disrupção & Mindset – “E eu com isso?” 

Tenho participado e visto eventos que trazem ideias e experiências sobre a inteligência em Recursos Humanos, e sinto que preciso compartilhar um pouco disso com vocês.

Mas antes de falar sobre o tema, é importante ter em mente o conceito de inteligência (com destaque para a definição que está grifada), para que todo o resto faça sentido:

Que o mundo está mudando numa velocidade incrível e instável, todos sabemos. O que alguns não sabem é que essa realidade tem um nome: VUCA.

Volátil porque é inconstante e muda com facilidade e rapidez; Incerto porque não existe uma resposta pronta para os novos desafios que surgem; Complexo porque não existe linearidade num universo de possibilidades e escolhas; Ambíguo porque diante de tanta informação, é muito fácil (e algumas vezes perigoso) ter múltiplas interpretações.

Diante dessa realidade, como ficam as relações humanas, o significado do trabalho e o papel e importância dos profissionais de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas?

Não faz muito tempo que o trabalho era considerado um simples “ganha pão”, em que o ambiente era controlador, repleto de hierarquia e segregação e com ciclos de carreira longos, onde o objetivo era ficar na empresa até se aposentar. Sei que ainda existem empresas e até profissionais assim, mas a grande maioria passou por uma revolução. 

Nunca se falou tanto sobre SATISFAÇÃO, MOTIVAÇÃO, EQUILÍBRIO, PROPÓSITO, COLABORAÇÃO e tantos outros adjetivos que se tornaram o sonho e objetivo de carreira. Como profissionais de RH, gestores ou simplesmente profissionais de qualquer outra equipe, precisamos ter em mente que o mundo mudou e as expectativas também (de ambos os lados!).

Os profissionais querem um ambiente motivador, flexível, com autonomia, diversidade, colaboração e propósito, além de serem bem recompensados no fim do mês. As empresas querem profissionais motivados, flexíveis, autônomos, que com sua diversidade colaborem entre si para um propósito em comum, aumentando a rentabilidade e lucros da organização. Opa! Se os dois lados da moeda querem a mesma coisa, porque não se unir para alcançá-los?

Acredito que vivemos numa constante onda de possibilidades de aprendizado e melhoria, mas para isso ser possível precisamos estar abertos.

As empresas precisam enxergar e valorizar os potenciais HUMANOS que fazem a roda girar, e quando digo “valorizar”, vai muito além do financeiro! Uma boa empresa para se trabalhar não é a que se esconde atrás de paredes coloridas, mesas de sinuca e jogos de videogame. Uma vez eu li em algum lugar: de que adiantam paredes coloridas se as pessoas lá dentro são pretas e brancas?. Uma boa empresa para se trabalhar é a que proporciona um ambiente onde as pessoas podem ser elas mesmas e que se pergunta “meus profissionais podem prosperar na minha organização?”. “Prosperar” e “valorizar” vão muito além do financeiro, e se você não enxerga isso, não está preparado para o mundo VUCA.

Os profissionais também precisam AGIR. Se você busca um lugar para trabalhar onde as pessoas confiem em você, será que você está passando essa confiança? Se você quer um ambiente motivador e que te desafie, como você levanta da cama todos os dias e vai trabalhar? Se você quer ter autonomia, como você lida com a sua liberdade? Se você quer um ambiente colaborativo e que compartilhe conhecimento, quando foi a última vez em que ajudou alguém? Essas são reflexões simples e que ficaram martelando na minha cabeça para escrever esse texto porque eu desejo que as pessoas tenham SUCESSO. E sabe quem vai fazer você prosperar? Se você pensava que era a empresa onde está inserido, sinto muito, não é!

As organizações precisam fazer valer os valores que estabeleceram e conseguir conectá-los com suas ambições e as dos profissionais também! Elas podem (e devem) criar contingências que possibilitem seu sucesso e desenvolvimento, mas elas não vão pegar na sua mão e te levar para o topo. A única pessoa que pode fazer isso é você e o tamanho da sua atitude.

Daí entra outro termo muito usado atualmente: o PROTAGONISMO. Seja ele na carreira, na sua vida pessoal ou na sociedade, é protagonista aquele que além de se adaptar às mudanças, sabe que seus atos e proatividade possibilitarão seu desenvolvimento como ser humano – seja lá englobando qual área da vida você quiser. Ser protagonista é assumir o papel das suas responsabilidades e ir além, potencializando tudo o que deseja entregar e, inclusive, alcançar. É não viver em vão!

O mundo VUCA busca DISRUPÇÕES – quebrar padrões, pensar fora da caixa, ou melhor: JOGAR A CAIXA FORA! E diante dessa realidade, outro termo importante é o MINDSET, que representa nossos modelos mentais, ou seja, a forma como enxergamos o mundo e consequentemente suas possibilidades, desafios e quebras de zona de conforto.

Pensando na mudança do mindset analógico (conservador e metódico) para o digital (flexível, adaptativo e disposto a correr riscos), é importante termos em mente como podemos aproveitar toda a conectividade disponível.

“A transformação digital não é sobre a tecnologia em si, e sim sobre uma nova forma de pensar, resolver problemas e se relacionar com as pessoas.” (MM – Educação Corporativa)

A tecnologia é um fato irredutível, os processos de mudança são constantes e não possuem mais início, meio e fim definidos. Mas é importante também sabermos usar essa tecnologia a nosso favor e com mais olho no olho, empatia e comunicação para transformar as relações. A mudança do mindset analógico para o digital só é possível a partir do momento em que somos curiosos, ágeis, temos um pensamento analítico, aproveitamos nossos relacionamentos e experimentamos. Isso significa se permitir errar e tentar de novo, isso é ser protagonista da sua vida.

Diante disso tudo, algumas pessoas e até empresas podem (e têm todo o direito) de não se mexer: “Estou confortável onde estou, não tenho grandes ambições e quero continuar fazendo tudo igual.” – Ok! Você corre fortemente o risco do seu emprego ou negócio não existir daqui a algum tempo. Mas se você deseja algo mais, pare de esperar que alguém entregue isso para você. Levante e faça a diferença!

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